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O alcoolismo funcional é mesmo funcional?


“Chegou… a turma do funil / Todo mundo bebe, mas ninguém dorme no ponto / Ha ha ha há, ninguém dorme no ponto / a gente bebe e eles que ficam tontos”_

Composição da marchinha: Mirabeau


Os termos “alcoólatra de alto funcionamento” ou “alcoólatra funcional” foram usados no passado para descrever alguém que possui o transtorno por uso de álcool e ao mesmo tempo consegue manter um emprego, amizades e vida familiar.

Tempos atrás, o alcoolismo funcional não era reconhecido, entre leigos, como um problema. Frequentemente, o fato de serem um grupo de dependentes com menor chance de se envolver em problemas legais e menores prejuízos no trabalho e na renda familiar, faz com que sequer se entendam como dependentes a álcool.

Cerca de 60% dos “alcoólatras funcionais” são do sexo masculino e menos de 20% deles buscam ajuda profissional.

O Manual de Diagnóstico e Estatística de Transtornos Mentais (DSM) abandonou o termo alcoólico funcional por este dar uma falsa ideia de “controle” e impedir que a pessoa busque tratamento.

Além disso, o DSM estabeleceu o termo transtorno por uso do álcool como o ideal para substituir termos estigmatizantes anteriores, como dependência de álcool, abuso de álcool e alcoolismo.

Atualmente, você pode ter o transtorno por uso de álcool mesmo conseguindo manter uma vida relativamente produtiva, se cumprir pelo menos dois dos critérios do DSM-5 para a doença. Os critérios são:

• Considerar beber menos ou apenas tomar “dois drinks”, mas nunca conseguir controlar o uso de álcool

• Continuar a beber, mesmo que isso faça você se sentir ansioso ou deprimido

• Passar um tempo significativo fora do trabalho bebendo, comprando álcool ou se recuperando do consumo de álcool

• Ter forte desejo de beber, quando não se está bebendo

• Desistir de responsabilidades ou atividades importantes, que você antes gostava, para ficar bêbado

• Envolver-se em atividades perigosas enquanto bebe, como dirigir, nadar ou fazer sexo desprotegido

• Desenvolver uma tolerância ao álcool, então ter de beber cada vez mais para se sentir bêbado

• Sentir sintomas de abstinência quando não estiver bebendo, como por exemplo suor excessivo, tremores ou enjoo

• Ter vontade de parar de beber, mas sentir que não consegue

• Sentir que beber tem um impacto negativo no seu papel em casa, na família, no seu trabalho ou na sua escolaridade

• Continuar bebendo apesar de causar problemas entre você e sua família ou amigos


Esse alcoólatra apesar de aparentar um bom convívio com os outros e consigo mesmo, já apresenta sintomas como ganho ou perda de peso, problemas com sono, problemas na saúde (principalmente coração, fígado e cérebro) e pequenos conflitos intrafamiliares.

E temos de ter em mente que, quanto mais tempo a pessoa fica sem tratamento, mais os sintomas indesejados ficam mais fortes, e maior a chance de evoluir para um uso ainda mais danoso. O “alcoolismo funcional” tem prevenção e tratamento.


Se identificou ou identificou algum familiar em situação parecida? Conte conosco.


Texto por Dra Isadora Gondim

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