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  • Foto do escritorLorrane Cristine

Quero engravidar. Preciso parar minhas medicações psiquiátricas?

O fato de uma mulher em idade fértil estar fazendo essa pergunta já nos gera um certo alívio. Pois a oportunidade de planejar o tratamento farmacológico antes mesmo da concepção nos permite tempo para pesar melhor os riscos e benefícios de uso de Psicofármacos na gravidez. Mas, voltando à pergunta: você precisa parar as medicações? Não necessariamente. 

O psiquiatra (ou obstetra) que se depara com uma “tentante” deve levar em conta alguns fatores como qual tipo de fármaco está sendo usado no momento, quais fármacos já foram tentados no passado e falharam ou funcionaram, há quanto tempo essa mulher está estável, qual a gravidade e/ou recorrência do transtorno dela, se está em uma boa psicoterapia, se tem um bom suporte social e relacional no momento, se temos tempo suficiente para um teste terapêutico, entre outros fatores personalizados para cada caso…

Se estamos diante de uma descoberta recente de gestação, talvez a coisa mude um pouco de figura, mas, se ainda estamos na fase de planejar a concepção, esses seriam os fatores principais. Então, não há uma resposta objetiva para a pergunta inicial, mas sim, um olhar atento caso a caso.  

Claro que nossa preocupação relacionada aos fármacos tende a ser, logo de cara, o risco de malformações, mas este pode ser minorado escolhendo boas drogas e na menor dose efetiva para a estabilização materna. 

Um bom manejo da patologia pretérita, bem como uma que se instale no decorrer da gestação, impacta positivamente no adequado autocuidado da mãe, no cumprimento da vigilância de saúde da grávida e puérpera, numa boa vinculação materno-fetal, bem como nos cuidados que esta mãe prestará ao recém-nascido. Portanto, tomados os devidos cuidados, a manutenção da prescrição pode ser bem indicada para o bem estar do binômio mãe-bebê. 

Assim, uma aliança terapêutica sólida entre a grávida, o obstetra, o psicólogo e o psiquiatra perinatal é essencial para o cumprimento farmacológico adequado e compensação da patologia durante a gravidez e puerpério, visando benefício para a mãe e o recém-nascido.

Você se encontra num contexto similar a esse? Busque um psiquiatra que compreenda das peculiaridades da gestação e parto, para garantir que se sinta segura. 


Texto por dra Lorrane Morais.

CRM 25961 - DF





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